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Rei dos TamboresO vinil dos tambores.

“Um garoto na quadrilha, imitava pegar santo, quando tocava o vinil dos tambores, e logo em seguida todos pegavam santo, na rua da matriz, em Marituba de 1987, o vinil dos tambores tocava em todas as quadrilhas.

Agora!

Toca na minha memoria, toca meu coração…

toca Verequete, toca todos.”


Texto e foto: Jaime Souzza

Revisão: Leandro Moreira

Sou a sombra do Zé…

Zé do Lode

Não se morre fácil!

Pernas do "Boi Tinga"

Pernas do "Boi Tinga"

Caminhando, passo diante da casa do Tinga, e à frente olho pra Matriz. Mentalizo uma oração dos tempos de garoto: “Santo

anjo…meu zeloso guardador, que a ti me confiou… “. Um outro lado, quase inconciente, faz perceber a inusitada sensação de que

vou te encontrar quando dobrar a esquina, assim como é agradavel o vento que me surpreende quando a rua dobra, rumo ao

Mojuim.
Não se morre assim?

Morremos junto com as memórias!
Nos aproximávamos, estendiamos a mão e o aperto era seguido pelos passos de um longo sorriso. E, nesta migalha de
tempo, eu me recarregava de sonhos, pois via ali uma energia boa para ser mutiplicada.
É confortável te ver pelas ruas da minha memória, sempre de bem, otimista, nos dando uma amostra de como é bom transitar.

Agora.
São Caetano, Tinga, Mojuim e vento se tornam tua matéria, e deixo claro que o eco dos fogos no mangue é a tua voz.
Não se morre fácil!
Te vejo domingo, na entrada da Matriz!
Quando o boi vai sair?
Me fala quando eu soltar os foguetes!
“…a piedade divina, sempre nos rege, guarde e ilumine. Amém”
Haa!
Como combinado!
Aqui vai a foto oficial dos pernas!

GIIIL!

Até mais!

Texto e imagem: Jaime Souzza

Revisão: Esperança Bessa